O que é fáscia, e como ela atua no equilíbrio de nosso corpo?

Endereço (Curitiba)

R. Padre Anchieta, 2050 – Sala 1602

TELEFONE

41 3234.1616

E-MAIL

analumottafisio@gmail.com

WHATSAPP

41 99897.8018

Fáscia é a estrutura em rede que permeia todos os ossos, músculos, nervos e órgãos, como se fosse uma grande teia dando unidade à estrutura corporal. Sua principal função é lubrificar os espaços internos, diminuindo a fricção entre as partes e facilitando nossos movimentos. Confira porque é importante sabermos o que é fáscia.
A palavra fáscia vem do latim e significa faixa, tira. O dicionário informa que é uma estrutura de tecido fibroso que envolve músculos, vasos, nervos ou algum órgão subjacente. O que é fáscia é uma pergunta que todos deveriam questionar para objetivar o bem estar como um todo.

Todo o corpo é estruturado e envolvido pelo tecido conectivo, ou fáscia, criando um continuum estrutural que dá forma e função a cada tecido e órgão. O ser humano deve ser considerado como uma unidade funcional, onde cada área está em comunicação com outra através do continuum fascial, consequentemente originando um equilíbrio perfeito de tensegridade. (Bruno Bordoni, Journal of Multidisciplinary Healthcare- 2014) “Fascia inclui todo o tecido colagenoso fibroso que pode ser um elemento tensional da rede de transmissão de força que envolve todo o corpo”. Schleip et al (2012)

Mediante a aplicação dessa energia, a fáscia, que em seu estado normal tem uma consistência gelatinosa, torna-se mais solúvel e pode permitir que as estruturas por elas envolvidas mudem de lugar e se adaptem, numa relação mais harmônica com as demais partes do corpo.

Sabemos que quando submetida a um esforço contínuo e excessivo, ela se adensa, engrossa e perde sua plasticidade.

A fáscia “envelopa, interliga e dá forma para as estruturas corporais”,Além de unir todas as partes do corpo, a fáscia também atua na função de sustento e proteção, estabilização da postura, amortecedor e ainda age na participação da defesa imunitária. 

Imaginemos que andando descalça, uma pessoa pise num caco de vidro e corte o pé. Removido o caco e tomadas as providências necessárias, essa pessoa vai mancar nos próximos dias, evitando colocar o peso do corpo no pé machucado, ou pelo menos tentando evitar o local dolorido.

Este padrão alterado de andar vai provocar maior tensão na outra perna e em algumas áreas do pé machucado.

Se imaginamos que o corte foi no arco do pé, a pessoas vai andar entortando esse pé, para que o peso recaia mais na parte lateral. Ao repetir esse movimento alterado por alguns dias, cria-se uma demanda nos tecidos que estão sendo sobrecarregados.

Para atender a essa necessidade do corpo, a fáscia desenvolve fibras extras: fica mais grossa, mais dura, ajudando a manter o pé na posição que não dói, e a pessoa pode continuar suas atividades diárias. Alguns dias depois, o corte esta cicatrizado e não dói mais.

Consideremos quantos pequenos acidentes como esse nos influenciam. Imaginemos agora uma pessoa que passe por uma fase de depressão. Sabemos que deprimida, ela tende a restringir a respiração. Os movimentos da caixa torácica tornam-se menores e mais limitados.

A fáscia e os músculos passam a não ser usados em sua amplitude potencial. A fascia começa a perder sua plasticidade e, no momento em que essa  pessoa quiser voltar a respirar amplamente , vai encontrar uma restrição física que impede a expansão do tórax.

Como isso tudo se passa num nível sutil e inconsciente , ela não se da conta de todo esse processo e, simplesmente, nunca mais volta a respirar com toda sua capacidade vital fica diminuída.

O corpo tem memória e nossa história está registrada no corpo. Ela também potencializa a ação muscular, confere elasticidade ao corpo e pode ser treinada. O alinhamento adequado dessa estrutura permite o melhor funcionamento do organismo todo.

As informações circulam por essa extensa rede feita de tecido conectivo, que hidrata e cria as conexões e espaços entre cada tecido e órgão. Cada área está em comunicação com outra graças à continuidade de conexões que dão origem ao equilíbrio de tensegridade.

O Sistema Fascial nos dá o exemplo de como o indivíduo é feito de uma totalidade integrada, onde cada parte se relaciona com todas as outras do corpo.

O ‘sistema miofascial’ formam um todo que reveste nosso corpo por inteiro, em múltiplas camadas que se inter-relacionam, como uma “roupa” que reveste e interliga nossos ossos, dando direção aos nossos movimentos.

Quanto mais essa nossa “roupa” miofascial está organizada e equilibrada em termos de tensão e direção, melhor o posicionamento dos nossos ossos entre si. Assim, quando nos movimentamos sob a força da gravidade, nossos movimentos acontecem respeitando a direção para as quais nossas articulações foram feitas. O resultado disso são movimentos mais fluidos, livres, equilibrados, econômicos.

Por outro lado, quando há desequilíbrios de tensão e direção nessa nossa “roupa” miofascial (partes excessivamente tensionadas por alongamento ou contração, e outras mais frouxas), começam a surgir desvios nas direções das nossas articulações e compensações em todo o nosso corpo. Quando isso ocorre, nossos movimentos se tornam mais pesados, presos, descoordenados, gerando mais desgastes em todo o organismo e, com o tempo, risco de lesões.

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSOS CONTEÚDOS

Dicas, artigos e tudo para a sua saúde

Redes Sociais

Conheça mais sobre

Método Rolf

Criado pela pesquisadora norte-americana Ida Rolf, um processo de educação do nosso corpo por meio de toque na pele.

Reeducação Postural

A RPG (Reeducação Postural Global) é um método fisioterápico que consiste na reorganização dos segmentos do corpo.

Liberação Miofascial

A Liberação Miofascial (LMF) é uma das ferramentas da terapia corporal, como massagem e acupuntura, por exemplo.

Posts Relacionados

Conheça mais sobre fisioterapia